A mitologia celta engloba as crenças e práticas religiosas dos povos celtas da Europa durante a Idade do Ferro e a era romana. Uma vez espalhada por grande parte da Europa Ocidental e Central, a cultura celta deixou um rico legado de histórias, lendas e divindades, embora grande parte do conhecimento original tenha se perdido devido à transmissão oral e à subsequente romanização e cristianização das regiões celtas.
Transmissão Oral: A mitologia celta era primariamente transmitida oralmente, o que significa que as histórias variavam significativamente de região para região e ao longo do tempo. Poucos textos escritos sobreviveram, com exceção de alguns manuscritos irlandeses e galeses medievais.
Fragmentação e Variação Regional: A mitologia não era um sistema unificado. Cada tribo ou região celta possuía suas próprias versões de histórias e deuses, resultando em uma grande variedade de crenças e práticas.
Animismo e Reverência à Natureza: Os celtas acreditavam que a natureza era sagrada e que espíritos habitavam rios, árvores, pedras e outros elementos naturais. A Deusa Mãe, representando a fertilidade e abundância da terra, era uma figura central.
Outro Mundo (Annwn/Tír na nÓg): Um mundo paralelo, frequentemente associado à vida após a morte, à magia e aos deuses. A entrada para o Outro Mundo podia ser encontrada em lugares sagrados como lagos, florestas e colinas. Annwn (no País de Gales) e Tír%20na%20nÓg (na Irlanda) são exemplos de nomes dados a este reino.
Devido à natureza fragmentada da mitologia celta, um panteão único não pode ser definido. No entanto, algumas divindades se destacam por sua presença em várias culturas celtas, embora com diferentes nomes e atributos.
Dagda: Uma figura paterna na mitologia irlandesa, associado à força, magia e prosperidade. Ele possuía um porrete poderoso, um caldeirão mágico e uma harpa que controlava as estações.
Morrigan: Uma deusa irlandesa da guerra, destino e soberania. Ela frequentemente aparece como um corvo ou uma mulher velha e está associada à profecia e à magia.
Lugh: Um deus irlandês associado ao sol, habilidade, artes e artesanato. Ele era um mestre em todas as artes e um guerreiro habilidoso.
Cernunnos: Um deus gaulês frequentemente representado com chifres de veado, associado à natureza, fertilidade, animais e riqueza.
Brigid: Uma deusa irlandesa associada ao fogo, poesia, cura e ferrearia. Ela era uma figura popular e mais tarde foi sincretizada com Santa Brígida.
A mitologia irlandesa é dividida em vários ciclos narrativos, preservados em manuscritos medievais.
Ciclo Mitológico: Conta a história dos deuses (Tuatha Dé Danann) e suas batalhas contra os Fomorianos, uma raça de seres sobrenaturais.
Ciclo do Ulster: Focado nas histórias dos heróis do Ulster, incluindo Cú%20Chulainn, um dos maiores heróis da mitologia irlandesa.
Ciclo Feniano: Conta as aventuras de Fionn mac Cumhaill e seus guerreiros, os Fianna.
Ciclo Histórico: Aborda a história da Irlanda desde a criação até a chegada dos Gaels.
A mitologia celta continua a inspirar artistas, escritores e estudiosos. Elementos de suas histórias e personagens são encontrados em diversas obras da literatura, do cinema e da cultura popular. Seu fascínio pela natureza, magia e heroísmo continua a ressoar com o público moderno.
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